Se não fosse o Amor um enigma, não teria embarcado nesta viagem.

Há tempos, numa conversa com um amigo sobre os meus projetos, ele dizia-me: “Teresa, o Amor não vende.” Eu sei, eu sei, dizia-lhe eu, não é pelo dinheiro, é por Amor. Ria-se de mim.

Explico-lhe. Faço-o porque preciso, o Amor é a minha força vital, o meu fôlego na vida, entendes isso? Tem de existir algo mais importante, algo que me ultrapassa, para eu sempre insatisfeita, inquieta, procurar mais, aprender mais, ser mais. Sinto que é uma espécie de missão, sabes? Talvez seja este o meu propósito, desinquietar consciências, pois a vida tem sempre mais para nós.

“Fala-me mais sobre isso, do que representa o Amor para ti.”

Esse fôlego é o espírito, que mantém viva a minha alma, é a minha essência. Dizem que somos uma alma que habita num corpo. Sim, o nosso corpo é um templo, uma obra de beleza pura. Haverá algo, mais extraordinário e mágico que o nosso corpo? Já reparaste que ao contrário da tua mente, sempre presa em experiências passadas, ele é real, ele é o presente e o agora. E que é através dele que te conectas contigo próprio, com os teus filhos, com a tua família, amigos, com o outro. Com a natureza, com o universo… É pura magia, as sensações e emoções que experimentamos através do nosso corpo: ao contemplar beleza, ao ouvir o mar, ao sentir pele com pele, ao sentir o aroma do café, ao sentir o sabor de um beijo. Só através dele, tocas na tua alma e na do outro.

Sabes, tornei-me numa colecionadora de experiências, de momentos, de pedacinhos de Amor, que recebo de corpo e alma, daqueles que inexplicavelmente se cruzam no meu caminho e deixam um bocadinho deles, e que eu genuinamente, retribuo de volta.

Sinto que esta viagem ainda está no início, e que muito há a fazer. Espero vir a deixar uma pequena semente neste mundo, e contribuir para algo maior, que eu não faço mínima ideia do que será ou já o é. E mesmo assim, eu vou.